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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Sri Lanka: Vida Selvagem

É disto por todo o lado

À primeira vista é tentador, mas não recomendamos
O local do "incidente".
Estão a ver a selva mesmo ali?
É areia filho! É areia!

Eu tinha o sonho de ficar na selva, à beira-mar, a comer peixe e marisco fresquinho. Descalça o dia todo. Tipo amor e uma cabana. E achei que o Hiriketyia havia de ser fantástica para isso. E é. Mas só se não tiverem problemas com animais com mais de 4 patas. 
Hiryketiya é uma baía no sul do país. A selva foi sendo desbastada apenas o suficiente para "encaixar" as construções: casinhas e bares de praias. Ao principio é o paraíso se só quisermos surfar, comer, descansar. E nós tínhamos planeado ficar no bem bom uns 10 dias. Até que demos de caras com a "vida real". Aqui na forma de aranhas que mal dão para esborrachar à chinelada. Depois da primeira aparição nunca mais consegui descansar. Pelo menos, não na cabanazinha. Portanto, as noite foram um problema. Só para mim, felizmente. A criancinha dormiu que nem um anjinho papudo. Nunca se apercebeu do "incidente".
Se forem como eu, esqueçam a cabana e escolham um alojamento que tenhas vidros e redes mosquiteiras nas janelas e vão. A água quentinha, tipo cházinho morno e sem tubarões. A comida. Atum, Mahi-mahi (o peixe lá do sitio). Muitos vegetais e frutas. A cerveja em latas de meio litro. A água de coco fresquinha. Um minuto a pé entre o alojamento e a praia.
A baía é pequenina, portanto é fácil ficar "à pinha", comer com os pés dentro de água, etc. Mais difícil é tirar aquela foto a fingir que fomos nós que descobrimos aquele pedaço de paraíso. 


Só neste bocadinho é que não havia ninguém - uma sorte!

Onde queríamos ter ficado e onde comemos na maior parte dos dias. Dois restaurantes "family friendly":

O que fazer:
Comer, beber, descansar, nadar, agradecer ao universo, repetir.
The Grove Lanka
aka "restaurante do carro de bombeiros"

Ainda tirámos uma manhã para ir à vila. Mas com a cria às costas, sem passeios e com tanto trânsito que acaba por ser difícil respirar, não aguentamos mais de 20 minutos e voltámos à nossa selva.

A outra manhã que tirámos foi para ir a Udawalawe National Park. O pessoinha queria muito ver os elefantes. Mas eu queria ainda mais. Lá pedimos ao nosso anfitrião do Airbnb que nos arranjasse transporte. De Hyriketyia são cerca de 2 horas e escolhemos ir de manhã cedo. Também é possível ir à tarde. Cada safari dura entre 2 a 4 horas.
Só quando chegamos ao parque é que percebemos que aquilo não é o Badoca Park. É mais cada um por si. É preciso contratar motorista e há quem contrate guia. Os motorista e os guias estão alinhados nas suas pickups à entrada do parque tipo praça de táxis. O nosso anfitrião não só nos arranjou transporte, como nos arranjou motorista para o parque, que era também guia. Estilo 2 em 1.
E só depois de termos feito o safari é que percebemos que devíamos ter levado um lanchinho. Felizmente tínhamos um pacote de bolachas.
Para primeira vez gostamos muito. Como éramos os únicos no jipe deu para ver tudo sem pressas.
Em resumo, além da entrada no parque é preciso pagar ao motorista e guia, se for caso disso.

Também vimos crocodilos, búfalos de água, muitos pássaros...





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Ir: Sri Lanka





Quando apetece mochilar no quentinho,  não queremos morrer sem ver um bocadinho do mundo, mas temos crias pequenas, para onde é que uma pessoa vai?
Tira 15 dias de Janeiro, aqueles que em que o frio extremo não falha cá na nossa xafarica e pira-se para o Sri Lanka. E porquê o Sri Lanka?
Porque é um destino seguro e barato. Na verdade não é barato em tudo. Mas poupa-se numas coisitas. Gasta-se noutras.
Ah, para quem pesquisar, hão de encontrar meio milhão de de blogs, onde meio milhão de pais afiançam que o Sri Lanka é fantástico para ir com as crianças. Mas é mentira. Qualquer hotel de 4 estrelas (no mínimo) e com kids club é que é fantástico para ir com as crianças. Daqueles onde podemos lá descarregar as crias e ir à nossa vidinha descansados.
Mas se tiverem filhos por opção, e se acham que apesar das birras, do quero/ não quero e de tudo o resto, o tempo que os estaferminhos passam connosco é do mais precisoso que há e não querem chegar aos 14 anos deles a terem saudades dos terríveis 2, então sim!, o Sri Lanka é fantástico.
É de facto seguro e as pessoas são especialmente atenciosas para com as crianças.
Só não esperem encontrar as condições que temos por cá: cadeirinhas de refeição e automóvel, prioridades em filas, etc.
Como não tenciono voltar, que o mundo tem muito para ver, achei melhor ver o máximo possível. O que foi muito pouco, mas foi o melhor que pudemos e estou agradecida.
O nosso itinerário foi pensado para arejar as ideias e para descansar um 
bocadinho, mas se fosse novamente fazia uns ajustes.



Ora então... Aterrámos em Colombo e no mesmo dia apanhámos um transfer para Kandy. Já tinha sido combinado com o nosso anfitrião. Custou-nos cerca de 40 € e durou 3 horas, apesar de serem só cento e poucos quilómetros. Não é muito boa ideia quando se viaja com crianças sair de um voo de 12 e ir enfiarmo-nos num carro mais 3 horinhas. Mas nós tivemos sorte.
Em Kandy só ficámos 2 noites. Vimos o Jardim Botânico, os jardins do Templo do Dente de Buda e um espectáculo de dança típico.
À entrada do templo passámos pela policia da vestimenta. O Bruno teve de por o meu pareo/lenço a fazer de saia, porque os calções não tapavam os joelhos e eu cobri os ombros. Mas já íamos prevenidos. Houve um monge que achou imensa graça à cria com as suas bochechas de anjo papudo. Tiramos foto e segue para o jantar.
Achámos que com 13 quilos de miúdo literalmente às costas não ganhávamos nada em  andar a correr de um lado para o outro a tentar ver tudo.
Sendo Kandy nas montanhas almoçámos e jantamos em rooftops com vistaça! Sim, é preciso ir ao Sri Lanka para comer num rooftop. É muito mais barato e a comidinha muito melhor. Ele é vegetais, ele é coisas picantes (também) cujo nome já não me lembro, ele é frutas coloridas e sumarentas. Uma maravilha. Cada refeição para os 3 custou-nos entre os 15€ e os 30€, com bebidas incluídas.
Estas andanças foram todas com o mesmo motorista que nos foi buscar ao aeroporto. Acaba por ser mais prático e provavelmente mais barato.
O airbnb onde ficamos é um verdadeiro oásis dentro do trânsito infernal que é um problema generalizado e dificulta muito as caminhadas a pé. Há um quarto com piscina privada e o pequeno-almoço está incluído. Os quartos são pequeno, limpos, arejados, mas há AC, se for necessário.











sexta-feira, 23 de junho de 2017

O meu bebé faz um ano! Parte II



Aonde é que íamos?
Ah! Portanto: eu ia entrar directamente. E entrei. PARABÉNS para mim!

"Pronto, então agora calce... trouxe chinelas... óptimo!... vá tomar um duche para relaxar e depois vista esta bata e venha ter comigo".
"Obrigada, mas já tomei em casa". 
"Mas é para relaxar". 
"Eu estou relaxada (então não se via logo? vamos lá despachar isto mas'é!)".
Lá fui. Cheia de nojinho. Mas era melhor não arranjar problemas já, certo?
A maternidade era daquelas "amigas dos bebés". Tinha bola de pilates, um banquinho com ar de também poder ser utilizado para torturas de vários tipos, cordas ou elásticos pendurados do tecto. E até uma aparelhagem se quiséssemos ter levado música. Nesta altura só queria dormir. E a música tipo zen deixava-me nervosa. Eu tinha um livro para me ajudar a distrair.
E a epidural? Eu adoro agulhas. Sempre fui sozinha levar as vacinas, desde pequena, aliás. A Mamã nunca teve de ir comigo já eu tinha mais de 20 anos. Nunca. E tirar sangue para análises? É com uma perna às costas. Certo, Lola "A Carniceira"? Nunca o maridão teve de ir comigo. Nunca. Pff... tirar sangue, fácil, seus mariquinhas!
Foi mais ou menos assim:
"Amor, acho que vou precisar de epidural, não aguento mais, tremo toda. Chama lá a enfermeira". "Sim, dê cá o papel que eu assino". 
"Então agora preciso que se deite de lado, joelhos ao peito e não se mexa". 
"Espere, espere só um bocadinho (quero a minha mãe)". "Pronto, tudo bem". "Mas vai doer não vai?" "Mas está pronta ou não? Quer desistir?"
"Sim. Acho que não vou conseguir."
"Não temos muito tempo. Tem de se decidir rapidamente. Tipo agora!"
"Pronto 'tá bem, pode ser (ONDE ESTÁS MAMÃ??????)."
" Então vamos lá outra vez. Vai ter de estar muito quieta."
" EsperEEEEE! Acha que vou conseguir aguentar a dor? Isto depois não melhora?"
"O que eu acho é que estamos a ficar sem tempo. DespachE-SE! Quer ou não?"
"Espereeeee... Ok. Pronto, eu consigo!(acho que chorei, não de dor, mas de solidão porque nesta altura não autorizam o acompanhante no quarto)!" Já pode..."

Depois seguiram-se 10 horas de esforço! Nos intervalos li o "Scat". Outras mulheres gritavam. Palavrões, algumas! Enfim, margem sul, fazer o quê? Eu não. A minha Vovó ensinou-me a ser uma lady. A sentar-me como deve ser e tal. 
Mas depois o tempo para pôr o Pessoinha cá fora estava a acabar. Ia ser preciso cesariana. Já tinha sido preciso máscara de oxigénio e mudar de posição várias vezes para não faltar o ar ao bebé.  E eu "RAIOS! Uma gravidez super saudável. Um bebé saudável! E agora vou à faca e às vezes acontecem coisas e toda a gente sabe que o parto natural é melhor para o bebé!"
Resolvi que ia gritar também! Que se lixe! E além disso a parteira já me tinha mandado gritar. E o bebé lá saiu. Alguns minutos depois de chamarem o médico para fazer a cirurgia.
PARABÉNS!!! a mim.
Muito mais perfeito do que eu imaginava. Nem roxo, nem amachucado. Era cor-de-rosa e até bonitinho. Mas isso devia ser dos meus olhos de Mãe também acabada de nascer, porque agora vejo as fotografias e o miúdo afinal era feiinho. Agora é que está um bonitão!
Os dois dias a seguir é que foram piores.
Mas tenho consciência que tive muita sorte, muita sorte! Porque este espectáculo todo é quando a coisa corre bem. 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O meu bebé (vai) faz(er) um ano! Parte I


Modo: barriga-pousa-copos-de-gelados. Dava um jeitaço, há que dizer a verdade!

Parabéns a mim!, que há um ano tive uma das noites mais difíceis... não... mais carregadas de emoção e provavelmente de importância de toda a minha vidinha. As noites difíceis foram as relacionadas com tonturas, dificuldade em andar em linha recta, parvoíces e frequências no dia seguinte.

O maridão vai dar uma conta diferente, mas, para mim, o trabalho de parto durou p'raí 16 horas. E depois viver no Alentejo... A maternidade fica só a 100 km e ele ainda teve de ir deixar as monstras no hotel canino em Santiago do Cacém. Mais 60 km. 30 para lá e 30 para cá. Eu fiquei debaixo do chuveiro a tentar manter a calma. 
Tinha tirado notas das aulas pós-parto. Também tinha pedido instruções à minha cunhada (a mãe mais prática e descomplicada que conheço). Tinha todo um rol de instruções para mim própria. E RESULTOU! Caraças! Toda uma pessoa que tem tendência para o exagero em modo calmo, a saber que estava a fazer tudo bem. Parabéns para mim!
Parabéns a mim! E à minha médica, vá, que atendeu sempre o telefone, apesar de estar também de licença de maternidade.
Por acaso, nesse dia éramos para ir para a praia. Eu ainda mal tinha conseguido ir a banhos nesse verão. Mas quando estava a fazer as sandochas... queijo e fiambre para ele (que aborrecido) e patê de atum para mim (sou uma espécie de Hobbes)... sinto umas cólicas. 
Bonito serviço! Tantos gelados devem ter-te dado um desarranjo intestinal. Boa! Pensa... nós vamos para o Carvalhal... há um wc público e dois restaurantes. Eu tenho mais 14 quilos, estão 38º e a areia está quente. Em caso de emergência quanto tempo é que demoro a chegar à casa-de-banho. Vá lá ver... lei da inércia? Dos corpos em movimento, não? Break-even point? Não, isso é qualquer coisa de economia, quando os ganhos e os gastos não sei quê...
'Pera lá!!! 40 semanas + 2 dias = X. E X equivale a... 
Já sei! Pontos para mim. São contracções! AMOOOOOR já não vamos à praia! Acho que me vou sentar no sofá e apontar os tempos. Liga lá a TV para ver como é que estamos de Brexit.
Diziam as minhas notas que era preciso já estarmos num determinado intervalo de tempo entre as contracções para nos deixarem entrar na maternidade. E raios m'partam!, mas eu é que não ia ficar ali sentada numa sala de espera a respirar aqueles ares da margem sul, juntamente com um montão de pessoas todas constipadas e com alergias.
Eu ia entrar directamente. E entrei. PARABÉNS para mim!..convencida de que aquilo ia ser rápido. Só que não foi.


terça-feira, 7 de março de 2017

Tinhas de ser tu

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Se pudesse andava sempre, sempre de vestido, mas não de saltos altos. Nunca de saltos. De ténis, botas confortáveis ou sandálias. E sempre, sempre de unhas pintadas. Mas detesto cor-de-rosa.
Sou morena, nunca quis ser loira. Uma vez sonhei que tinha uma filha de cabelo encaracolado e castanho muito escuro.
Tu és loirinho. Tens o cabelo fininho e macio como a tua prima mais loirinha.
Eu tinha barbies, nenucos, pinipons e barriguitas mas gosto é de Lego, de Playmobil, do Calvin (do Hobbes, não do Klein), do Lucky Luke e do Gaston Laggafe. Foi isso que guardei, sem ter a certeza se...
Quando pensávamos que eras uma menina planeei vestidos a condizer e turbantes a fazer pandan.
Hoje estou contente por não ter  de pensar em lacinhos e coisas fofinhas. Já estou é a pensar é em baldinhos e pás e forminhas para a praia. Eu não sou fofinha. Mas tu és. Às vezes puxas-me o cabelo, com um arzinho meio rebelde. E outras vezes agarraste-me a mim como um ursinho fofinho. 
Eu sou céptica, pessimisto-realista, tenho pouca fé na vida, no mundo e nas pessoas em geral, mas desta o Universo acertou em cheio: só podias ser tu.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Ide e emprestai!


6 meses de Pessoinha
Eu sei que houve isto mas afinal não gosto de comprar roupa para o meu filho. Já no principio foi uma confusão. Será que vai estar muito calor, calor mais ou menos, pouco calor? Será que o bebé vai ser acalorado como o pai ou friorento como a mãe? Será que vai ser grandão e as roupas de 1 mês não lhe vão servir? Será que vai ser pequenino e vai ter de usar roupa de 0 meses?
Cada vez que falava com alguém ficava ainda mais confusa. Resolvi fazer assim um misto entre aquilo que eu acreditava e os conselhos da (minha) Mãezinha.
 Quando as rouparam deixaram de servir e tive de as lavar e arrumar é que comecei a ver o panorama e não gostei nada da sensação. Entretanto  tive sorte. Amigas emprestraram-me roupa. Montes de roupa. Algumas serviram. Outras já  não, outras ainda não servem. 
Sim, estavam usadas. No lote calhou-nos um pijama com gola redonda de menina  e um dos swaddles era cor-de-rosa. "Mas para dormir não ofende ninguém". 
Portanto, comprei meia dúzia de peças que combinei com as emprestadas e assim fui poupada a mais um brainstorming violento e ao gasto de muitos euros. Fiquei mais livre para outras coisas mais importantes como planear brincadeiras e passeios.
Quando a roupa já  não servir  é  só lavar, dobrar e devolver com carinho.
Mais recentemente tive a sorte de me terem emprestado um carrinho, já que o nosso teve de ir para arranjo ainda nem tinha um mês de uso. Mas isso é uma (looonga) história.
Um dia, espero ser eu a emprestar a (pouca) roupa de bebé que comprei.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Adeus 2016

Fomos a Lisboa dizer adeus a 2016

Foi um ano triste em muitos aspectos. Para mim foi inesquecível. Teve os momentos mais emocionantes e a pior noite da minha vida. Andei assustada, em pânico,  muito sozinha, muito feliz, muito confiante, tive sempre o meu companheiro ao meu lado. Dancei sozinha e já dancei muito com o meu filho. 
Lancei - me num novo desafio de trabalho.  Aprendi muito nestes últimos meses.
Parte da família volto e soube - me bem abraçar as princesas no Natal. 
Para 2017 só quero mais tempo.  Para tudo.  Para a família.  Para o Amor. Para ler. Para não fazer nada. Para escrever. Para mostrar o mundo ao meu filho. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Vai ser uma desgraça

 
O Pessoinha faz birra quando tem sono. Como qualquer bebé. Se lhe pusermos a chucha e ele fechar os olhinhos já sabemos que tem de ir dormir.
Ontem quando cheguei a casa já tinha tomado banho e despachado o biberão das sete. Brincámos até às oito e meio. Depois ficou birrento. Levei-o para o quarto, onde berrou ainda mais, troquei-lhe a fralda. Acalmou. Deitei-o no berço, liguei o bonequinho que dá música e luz e saí do quarto. Acabou por adormecer sozinho sem mais birras e o pior é que isto não é a primeira vez. Tem acontecido. Uma pessoa assim até pode ter tendência para pensar no segundo. E o segundo ('tá-se mesmo a ver) vai ser terrível.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Quero Outono

Um bocadinho freak, mas fofo
Casaco capuz - Disponível em mais cores
Cinzento lontrinha
Gorro animal
Orelhinhas porque em mim vai tendo cada vez menos graça
Jardineiras de bombazina - Disponível em mais cores
Jardineiras para condizer com a mamã

Pack dois pares de meias raposa
Meias coloridas para pés pequeninos
Conjunto caxemira riscas - Disponível em mais cores
Mais riscas a condizer com a mamã (passo a "cashmere")

O Pessoinha nasceu no verão mais quente dos últimos 80 ou 100 anos. Passou os dois primeiros meses só de fralda. Se na rua estavam 41°, cá em casa estavam 39°. E à noite a temperatura descia para os 35° (que sorte).
Por acaso compramos pouca roupa. Agora também não vamos precisar de muita coisa, mas se precisássemos...


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ainda cá estamos!

Eu agora vou no banco de trás. Ao princípio é estranho, mas depois habituamo-nos. Até tenho menos tendência para adormecer.

A remediar a coisa: praia das 17h30 até ao final. 

O Pessoinha é apaixonado pela amiga andorinha. Fala com ela, farta-se de rir ri-se muito e fica muito quietinho em contemplação

O trabalho não parou durante o verão. Foi a loucura. É bom saber que fizemos alguma coisa bem

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Como sobreviver a um verão sem praia


Eu sou uma pessoa de praia. Mal espreitam os primeiros raios de sol em Fevereiro qual é o primeiro pensamento que me ocorre? Praia. Obviamente. Sou uma pessoa de praia. Praia o dia todo e todos os dias. Sou de laurear a pevide. De sol. De vestidos e sandálias. De muita areia no carro.
Então e como é que me aguento com um bebé que nasceu no final de Junho e que a última coisa de que precisa é de praia? Como?
Boa pergunta. Também não sei. Aguento-me... mal!
(E contento-me com o facto de que não tarda vou ter de escolher um conjunto de baldinhos e pás e formas e vou passar o tempo todo atrás dele. Mas pelo menos vamos estar na praia. Iupi!)


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Abaixo a escravidão musical!

Se isto começar a parecer um blog de bebés é pura coincidência. Juro.
Depois de uma troca de impressões com mães sobre o festival do canal Panda e outro tipo de entertainment musical para as criancinhas, fiquei a achar que corria sérios riscos de me tornar escrava dos gostos musicais de uma pesso(inh)a ainda culturalmente subdesenvolvida. É que a música da Pequena Sereia ou da Bela Adormecida ainda é como o outro. Até sou capaz de ainda me lembrar de qualquer coisa, agora Xuxa Tok Tok e companhia limitada... Isso é que não!
Como o pai da criança está comigo nisto fomos à procura de alternativas, mas que dessem para toda a família.


Directamente das Bermudas, Mishka é tão Verão. A qualidade deste vídeo é péssima, mas estávamos em mil nove e noventa e nove (já havia youtube?) à data da saída deste albúm.
O ritmo da música não varia muito. A voz é quente e rouca e tudo no vídeo nos dá vontade de viver permanentemente de férias, amor e uma cabana e coisa e tal.
E se acharem que é sempre a mesma coisa, pensem que isso só pode ser bom porque na hora da sesta ou do deitar à noite embala que é uma maravilha.
Ah, mas com o Canal Panda sempre aprende a contar... 'Tá bem. E aqui aprende inglês. Pronto. Não tarda um fósforo vai estar a soletrar parliamentary democracy.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Então e esse Brexit?



Planos para um dia de praia:
"Tu fazes as sandes que eu levo as cadelas à rua".
"Espera lá que acho que não vai".
As cadelas acabaram a manhã no hotel canino e depois foram três dias que mais pareceram uma semana. Com uma primeira noite em que me senti num hospital-prisão e tão sozinha como se fosse a única pessoa no mundo.
Sorte a minha, no que diz respeito ao que é verdadeiramente importante, correu tudo bem.
Ainda estou a voltar aos poucos para o mundo real, mas continuamos com a história do futebol, né? Então até mais logo!

domingo, 19 de junho de 2016

À espera




 
 



Tudo pronto. Não houve cantinho que, desde Novembro, não tivesse sido "requalificado". E só acabámos esta semana com um sofá de tamanho familiar, que já ninguém aguentava sentar-se no velhinho "erro" . Tudo limpo e arrumado. Não mexe mais. Agora é esperar. A próxima semana será de praia ou de Francisco. Esperemos que seja de Francisco.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Acabou


Eu já estava a ficar farta, mas acho que ainda não tinha dado por isso.
Mas esta semana o meu irmão:
- " Então e a casa está pronta?"
Já nem sei o que respondi. Acho que balbuciei qualquer coisa como:
- "Ah, só falta pintar a porta do quarto do bebé e as paletes para a varanda e fazer o almofadão para as paletes e ..."
E depois cansei-me e fiquei com a sensação de que isto não tem fim.
 
No dia seguinte, no quarto do bebé, o futuro papá, face à minha preocupação para com a falta de espaço para arrumar roupas e etc, diz:
-"Fazemos-lhe um roupeiro. Deixamos a cómoda por baixo, compramos umas prateleiras, fazemos as laterais e umas..."
E eu: "NÃO! CHEGA! Acabou-se! Ninguém faz mais coisíssima nenhuma! Acabou-se."
E ele: "Mas isto é fácil e não é já e..."
Eu: "Não, por favor! Não vamos fazer nada. 'Tou farta! Compramos um armário! Compramos!"
 
Raios! Nestes 3 anos, a minha mania até deu jeito. Viemos para o Alentejo quase sem nada e foi preciso improvisar, mas desde as costuras às pinturas, passando pela jardinagem e pela restauração de móveis, já só me faltou fazer os meus próprios palitos.
Olá! Eu sou a Ana e sou viciada em ter a casa permanentemente transformada num estaleiro de obras.
Já não martelo, nem pinto, nem envernizo nada há 12 horas.
 
Ficam as costuras, que dá jeito ter um trapinho novo ou uma almofada e a culinária, porque todos precisamos de comer, né?

 

terça-feira, 24 de maio de 2016

A guerra dos ananases


Via

Ele, como qualquer gajo, não está para arriscar. Usar assim um pano colorido e ainda para cúmulo com ananases junto ao corpo, por cima da t-shirt de uma banda qualquer  é coisa que nem pensar. Mesmo que não faça parte da indumentária e seja só para transportar o filho, é para fugir com' ó diabo da cruz. Também o rapaz já não caminha pr'a novo e está cada vez mais conservador.
Eu gosto de variar. Nunca me consegui decidir entre o preto total e muita cor. É conforme o estado do tempo e o humor e mais uma série de coisas. Só não gosto muito é de bonecada fofinha. E até nem achei muita piada à moda do ananás. Mas isto é diferente. Não só este ananás é em tecido africano, como faz parte de um  sling ou pano para transportar bebé. Portanto, nada aqui é enfadonho.
E agora? Depois de debatermos longamente as vantagens e desvantagens do ananás na nossa vida e o impacto nos nossos outfits diários e procurarmos outras opções, lembrámo-nos, ou melhor, eu lembrei-me de pedir metade do sling com ananás e a metade sem ananás em ganga azul escura (bocejo).
E agora é esperar e fazer figas.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Bebé, não és tu, sou eu!


Eu já era má para dormir pr'aí desde os 3 anos. Sempre me deitei tarde e a má horas. Dormi pouco e mal.
Também o meu estomago nunca prestou para nada. Sempre fui uma enjoadinha. Sabe-se lá como ou porquê era capaz de ficar maldisposta só de comer uma omelete e uma salada. Uma tristeza! E agora até as minhas amigas tostas de queijo me fazem azia.
Ás vezes até fico a pensar que vais achar que não gosto de ti, mas não é nada disso. Eu é que só estava habituada a tratar da minha pessoa. Desde que saí de casa dos meus pais que faço tudo como quero e me apetece. Sem limites, nem restrições, e agora...
Agora, não posso beber nem fumar, nem comer saladas fora de casa, nem fazer depilação a laser. Se quiser enfardar pudim, tenho de perguntar se foi cozido. E a primeira resposta a isso é sempre uma cara de espanto, que me provoca urticária. A carne tem de ser bem passada e eu sempre detestei sola de sapato. Não como um ovo estrelado vai para 6 meses. E não sabia que se podia sentir falta de ovos estrelados. A maior parte da roupa deixa-me desconfortável.
Claro que, quando vi a tua carinha no outro dia na ecografia, e apesar de pareceres igual a um nenuco esqueci-me logo que já não consigo correr desde Dezembro e às vezes nem andar muito depressa. A azia pareceu-me menos chata e passou-me a agonia de já não caber nas minhas jardineiras.
Todas as mulheres me dizem que a gravidez delas foi o melhor da sua vidinha e que estavam tão felizes. Ainda bem para elas, mas não somos todas iguais.
De qualquer maneira,  não estou infeliz, só não estou habituada a ter de me esforçar mais para fazer as mesmas coisas. Além disso, acho que nos vamos divertir muito mais depois. Quando formos à praia, ou quando formos ver as ovelhinhas ou fazer festas à Tédi ou passear a Ben ou andar de baloiço ou ao Oceanário, ou apanhar laranjas.
Aposto que vai ser muito mais divertido ver-te a tentar andar pela primeira vez do que dar por mim a tentar levantar-me, entalada entre a mesa e a cadeira da esplanada da praia.




segunda-feira, 11 de abril de 2016

Perder | Ganhar

Ou a razão do meu cepticismo.
Quando nós tínhamos 23 anos perdemos uma amiga para o cancro. Aos 23 anos não se tem uma única preocupação no mundo a não ser, por exemplo, mostrar aos nossos pais, que a faculdade vai indo. Aos 23 anos sai-se com os amigos, faz-se muitas compras, janta-se com as amigas aproveitando que os pais estão fora o fim-de-semana. E o trinómio praia-jantar-copos é tudo na vida.
Aos 23 anos ainda não se teve oportunidade de viajar muito, de experienciar um grande amor, de pensar em ter filhos ou de pensar no que gostaríamos de fazer depois da faculdade. Aos 23 anos nenhuma de nós tinha acabado a faculdade.
Mesmo depois de ter sido internada em Outubro e de sabermos qual era o problema, os médicos disseram-nos que pelo Natal teríamos a Patrícia de volta. A minha Avó tinha morrido há três anos e eu ainda não estava recuperada. Mas, no caso da Patrícia, nunca duvidei de que o resultado pudesse ser outro. Afinal, só tínhamos 23 anos e a vida toda pela frente.
Fiz planos. Era fixe sermos nós a ir busca-la no carro dela (ela tinha carro mas não conduzia, eu tinha carta e conduzia, mas não tinha carro e portanto, era a motorista de serviço) quando ela saísse do hospital, de cabelo curtinho mas pronta para retomar aos poucos a vida normal.
Fomos visita-la duas vezes e depois acabou.
Perdi tanto nesse dia e nos dias que se seguiram.
 Quando fiquei grávida ganhei enjoos, azia, noites mal dormidas (muitas), comentários irritantes. E apesar de saber que há muitas coisas que podem correr mal, também ganhei um bocadinho de esperança no mundo e de um amanhã melhor. E às vezes, até não sei bem porquê.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Insta-coisas

 
Uma coisa nova e uma coisa velha. O casaquinho é prenda da Avó e o ursinho era meu, provavelmente também foi prenda de uma avó. Mas da minha Avó. Comprar roupa para o bebé tem sido um verdadeiro... vou dizer quebra-cabeças... é preciso saber da quantidade de roupa que vai precisar, fazer contas ao tamanho com que vai nascer, se vai ter frio ou calor. Ah, e encontrar roupa que não esteja cheia de frufrus ou que não seja assim a atirar para o fato-de-treino.


Nas férias da Páscoa, as cadelas fizeram amigas, tiveram montes de atenção e espaço para brincadeiras. Este Verão não vai ser muito fácil para elas, coitadas. Mas, com alguma sorte e jeito havemos de ter aqui uma óptima câmara de vigilância e um paraquedas.

O calor tarda em chegar. Quando descobri que estava grávida achei que, por esta altura, já estaria "à vontadinha" em vestidos. Curtos, compridos, em preto, com muitas cores. Quase todos os meus vestidos dão para grávidas. Em vez disso, continuamos com um tempo de mierda  e eu a ver quando é que as calças deixam de me servir.