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sexta-feira, 4 de março de 2016

Viva o pinterest! ou Querido vamos mudar a varanda!


Create your own enchanted forest:
                                                                                         



balcony:



The wonderful home of.... Wilbert:
Fotos via https://pt.pinterest.com/anagarciarosado/
Quando não ando por aqui estou no pinterest ou no instagram. Aliás, muito mais do que no facebook. No facebook, as pessoas "falam muito", escrevem demasiado e quase sempre com falta de "hs", excesso de virgulas e por aí fora. Dá-me urticária.
O pinterest é a melhor coisa que inventaram ao nível destas coisas de redes sociais e afins. Não se "fala" muito e partilham-se boas ideias. Muito mais útil.
 Além disso, o meu computador deixou de estar carregado com não-sei-quantas pastas de imagens de ideias. Fica tudo arrumadinho no pinterest. Ideias para quartos de bebés? Como fica uma parede pintada de preto? Ideias para desenmarquisar a varanda e torná-la num jardim de Inverno? Kimonos? Moldes para vestidos? Roupa para bebé que fuja ao rosa shocking (iép, assim mesmo) ou ao azul?
Está lá tudo.
Isto para dizer que há uns dias Domingo andava eu a passarinhar pela casa, enquanto ganhava coragem para ir acabar de pintar o quarto do bebé e esperava que a máquina da roupa acabasse e (isto nunca dá bom resultado: passarinhar pela casa ) notei que desde que há bebé (e porque não sou imune à toxoplasmose), a nossa varanda anda assim um bocado aos caídos. É que da última vez que andei em mudanças estava tão chateada com o ataque cerrado da mosca branca que minimizei e destralhei e a quase transformei isto num deserto.
Daí que fui ao pinterest e saquei as fotos lá de cima que são uma maravilha e me deixaram a sonhar com as noites que aí vêm. E os finais de tarde. E as manhãs.
Querido?! Vamos mudar a varanda. Sim, outra vez. Agora é que vai ser!



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Girls wanna have fun, too! | As meninas também se querem divertir!



Primeiro achávamos que íamos ser um rapaz. Afinal já tenho duas sobrinhas lindas. Eu até gosto mais de Legos e Playmobil e comboios e surf (gosto de acompanhar o surfista, enquanto apanho sol refastelada na areia, vá!) e o futuro papá, que já vive rodeado de fêmeas, precisava mesmo de um pequeno companheiro.
Da última vez, a médica achou que seria uma menina. Ficámos tristes durante uma hora e meia. Não gosto de cor-de-rosa e acho a maior parte das miúdas um bocadinho irritantes.
Até que me lembrei disto, que li há quase um ano no blog da talentosa Mexicola Girl .

"Há cerca de um ano li um artigo brasileiro sobre a forma como a sociedade se comporta para com as meninas, as miúdas. O artigo encorajava quem o lia a parar de tratar as meninas como se elas fossem apenas lindas. Substituir o habitual "Olá boneca, hoje estás maravilhosa nesse vestido amarelo", ou "que belas trancinhas", com perguntas sobre que livros ela gosta, ou o que a interessa, ou reparar como ela é inteligente, era uma das estratégias apresentadas. Atitudes que mudassem o eterno paradigma meninas-princesas-lindas-bailarinas VS meninos-cavaleiros-futebolistas-cientistas-escritores-bombeiros-médicos-o-que-quiseres-ser. Este artigo na altura deixou-me a pensar que este comportamento já está tão enraizado que uma pessoa nem se apercebe que o faz. Isso. Formatar meninas para serem apenas lindas."

Também há cerca de (não sei a quantas ando), talvez um ano, vi o vídeo
Like a Girl, em que se pede a pessoas (rapazes e raparigas) que façam acções como uma menina. Corram, atirem, lutem. O resultado é sempre o mesmo: movimentos de uma ave encandeada por um holofote ou algo assim. Na cabeça das pessoas, até das próprias mulheres, correr como uma menina é correr à pato. Mas quando pedem às meninas (mesmo meninas pequenas) para correr como uma menina, elas correm à séria e mostram que correr como uma menina é correr o melhor e mais rápido que conseguem.
Hoje, através da
Mama Miss, encontrei esta série de fotos geniais da fotógrafa Kate T. Parker que se chama "Strong is the New Pretty", que mostra o lado escondido das meninas: afinal elas são fortes mesmo quando ninguém suspeita. E gostei muito. Achei que se está a formar uma corrente de pensamento que vai contra outras crenças velhas e cheias de bolor, que fazem acreditar que as meninas são frágeis, cor de rosa e gostam de cozinhar queques. Com base nas quais se educam, sem alternativa, as meninas.
 
 
... E fiquei mais animada. Também decidimos que já não queremos saber. E que se soubermos, entretanto, também podemos não querer dizer a ninguém. Podemos fazer o que quisermos. Podemos só saber no fim, ou melhor, no início. E se for uma menina ou um menino, ela ou ele há-de ser como quiser. E nós havemos de cá estar para garantir isso.