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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Conversas de trabalho II

Resultado de imagem para land is the only thing lasts



A outra pessoa: "Olhe pode-me ajudar aqui na montra? Não tem mais barato do que isto?"
Eu, a provinciana sorridente: "Não. Esse é nosso Último dos Moicanos (não sei porquê ando muito cinematográfica)."
A outra pessoa: "Não???"
Eu, a provinciana sorridente: "Não, não temos. Não com essa dimensão e nesta zona."
A outra pessoa: "Olhe eu vou levar um cartãozinho seu, está bem?"
Eu, a provinciana sorridente: "Com certeza. Obrigada. Bom dia".

Não, não estávamos a falar de atoalhados.

terça-feira, 29 de março de 2016

"The bigger picture"


Header: Miguel Tereso
 Comecei este blog como um diário. Sou uma pessoa esquecida e acho que é preciso saber de onde viemos para saber para onde vamos. Cada texto é só um bocadinho da minha vida. Mas há uns tempos que ando a pensar que isto tudo faz mais sentido como parte de algo maior: o propósito da nossa vinda para o Alentejo e o abraçar de uma vida completamente nova. 
Daí que arranjámos uma espécie de blog-irmão-mais-novo dedicado só ao alojamento local, em que este diário será uma pequena parte.
Portanto, duplicámos o nome e vamos arranjar um espacinho aqui ao lado para manter tudo juntinho, afinal somos aquilo que fazemos e aquilo de que gostamos e as experiências que vivemos.
Começamos logo pelo princípio e vamos acrescentando lugares que nos fazem felizes, coisas para fazer, boa comida e bom vinho, lojas, praias, outros projectos. Aqui no Alentejo ou no resto do país.
 
Este foi o primeiro post e podem ler o resto do texto em
 
"A nossa estória começou em Lisboa. Já tive o prazer de, em tempos, a contar ao jornal Sol e começa assim:

Uma tarde, no último dia de umas férias de Verão no Alentejo, sem a mínima vontade de voltar ao trabalho em Lisboa, baixou em mim a mui original fantasia de “ e se nos mudarmos aqui para o campo, remodelarmos o monte e o alugarmos a estrangeiros?”
“ Talvez um dia”. Foi a resposta do namorado, antes de começar a fazer as malas, sozinho.
Isto foi ainda antes da moda dos jovens licenciados, desgostosos com a vida na cidade, deixarem a correr os seus empregos e irem viver para o campo para se dedicarem à agricultura. Foi antes da moda dos revivalismos e dos pequenos negócios da internet chegarem à televisão."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Pé Coxinho



A Pé Coxinho edita livros artesanais para bebés e crianças de todas as idades.
Todas as ilustrações são maravilhosas, delicadas e de cores suaves, com a particularidade de serem materializadas através de artes tradicionais como a pirogravura e a tecelagem.
A novidade são os postais em tecidos. Eu imaginei-os logo num quadrinho, mas podem ser usados de várias formas, tem mesmo espaço para colar o selo se quiserem enviá-los pelo correio a alguém especial.

Vale a pena espreitar os livros e o resto da colecção de postais em https://www.facebook.com/pe.coxinho/.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Corte e costura: a Loja do Sr. Jacinto

Não sei onde ou como é que isto começou, mas chegar a casa com dois sacos de tecidos é mais ou menos como chegar a casa com um saco cheio de presentes. Ainda p'ra mais quando a retrosaria é isto aqui.




E o tecto... esta maravilha!


Bati os olhos na Loja do Sr. Jacinto em Fevereiro, numa ida às Caldas da Rainha. Nessa altura, já não houve tempo para entrar, mas desta vez fui lá direitinha. A retrosaria é um negócio de família e agora quem está ao balcão é o Sam Jacinto. Malta nova, simpática, que não só sabe o que tem em mãos como ainda tem criatividade para inovar. É o caso dos banquinhos lá em baixo, que podem ser feitos por encomenda e com a estampagem que quisermos.


Não trouxe muita coisa, mas é suficiente para estar entretida durante umas boas semanas. Além disso, fiquei a saber onde vou encontrar os tecidos para as minhas ideias de Inverno. Também é bom ver que a malta nova não só sabe conservar o que vem de trás, como sabe utilizar as novas tecnologias para valorizar o negócio. O que quer dizer que o facebook da Loja do Sr. Jacinto is alive and kicking com as novidades que vão chegando.
Foi lá que encontrei este tecido, que é igual aos tampos dos banquinhos.

Trouxe-o para fazer uma bolsa para o computador, que andava precisado de uma casinha mas, depois, achei que o tecido era tão Verão que merecia ir passear à praia. Portanto, ontem à noite, e como eu sou uma pessoa que gosta de viver perigosamente (é que se ficasse outra vez com o dedinho debaixo da agulha tinha ir a Santiago que fica só a 30 km de distância), saiu bolsa para levar no cesto da praia.
E agora, com licença, que vamos as duas passear.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Alentejo Weaving | Tecer o Alentejo


Quem vem ter connosco primeiro é Monica. Vem sorridente e atarefada, do que parece ser uma pequena horta nas traseiras da casa. Do outro lado a paisagem é simples e calorosa e toca até os corações mais urbanos: a planície dourada alentejana pontuada por ovelhas em pequenas encosta suaves a perder de vista.
Um gato espreguiça-se ao Sol no calor ameno do fim da tarde.
Carlos Oliveira recebe-nos logo de seguida de mão estendida para um "passou bem"(na verdade, não podia estar melhor e ainda não tinha visto a lojinha) caloroso. Recebe-nos com um sorriso honesto e paciente de quem está habituado às gentes mas aprecia o silêncio da planície.
Descobri a Alentejo Weaving por acaso através da Vida Portuguesa. Quando percebi que era aqui mais ou menos perto não descansei enquanto não lá fui ver tudo pelos meus próprios olhinhos.
A loja é dentro da propriedade de Carlos e Monica, assim como a oficina, onde são executadas as peças. Aqui respira-se respeito pelas tradições, pela terra, pela vida.
Almofadas, mantas e malas. Tudo feito artesanalmente e por encomenda (se quisermos). Cada peça é única e Carlos nunca repete o padrão e não gosta de fazer a mesma peça duas vezes.
- "Fica mais caro" - diz, - "porque é muito cansativo estar com toda a atenção para conseguir repetir o desenho sem erros".


Para quem como nós vive a respirar Zara, H&m, Ikea e companhia limitada, é quase estranho (mas em bom, em muito bom!), delicioso e absolutamente magnífico perceber a extraordinária qualidade destes materiais e a mestria com que as peças são feitas. E, como estou cada vez mais numa de comércio justo e local acho-me completamente deslumbrada com estas pessoas que resistem em juntar-se ao fácil e ao barato, que são capazes de pensar a tradição e de arranjar maneira de a renovar, fazendo com que perdure no tempo. É o caso destas malas, que foram ideia de Monica Curtin, fotógrafa inglesa e companheira de Carlos.




A loja fica num pequeno anexo que foi "vestido" a rigor para albergar as peças que Carlos vai fazendo sair do tear. Mas há artigos que não estão à venda como este tapete aqui em baixo ao meio.

 
 
 
É um bocadinho como a Alice no País das Maravilhas. Entrar aqui é como entrar num mundo completamente diferente.
 

E depois nunca mais vamos olhar para a fast-fashion da mesma maneira.


Eu ainda tive direito a uma pequena introdução ao ciclo da lã e ao processo desde a tosquia da ovelha até à fase em que a lã está pronta para ser trabalhada no tear. Até fiquei a saber que a lã de melhor qualidade, mais resistente já quase pronta a trabalhar ainda cheira ligeiramente a ovelha (épah, c'a nojo!, mas por acaso não! ok?). É um cheiro suave e ligeiramente adocicado que não se nota logo.
E, já agora, que não tarda estamos no Inverno, até é importante sabermos estas coisas, que é para depois percebermos porque raio passamos frio com as camisolas da Zara que, na maior parte da vezes não têm um pingo de lã.


Alentejo Weaving fica perto do Cercal na costa alentejana. Pelo caminho, na estrada de terra batida, ainda me fartei de apanhar e comer amoras.





 

domingo, 26 de julho de 2015

Verão a correr






Fazer turismo. No nosso caso não significa descansar e passear. Mas também passa por isso. Sempre que é possível. Porque era mau demais não aproveitar este calorzinho, este céu azul e esta atmosfera que é na maior parte do tempo feita de boas vibrações. 
A semana que acaba hoje foi a verdadeira correria. FMM em Porto Covo, Sines, Lisboa, com um dia inteiro a banhos pelo meio e muito trabalho. Não há rotinas. Com tudo o que isso tem de bom e mau. E Domingo, hoje, não é dia de descanso. Dormirei lá para o Inverno.


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Lojinha intermitente


 



 
 
É capaz de ser a primeira pop up shop loja intermitente aqui na vila. Pois é, a malta aqui no Alentejo também é muito moderna.
E para não destoar da Mãezinha eu fui logo a correr espreitar. Então, descobri que um grupo de artesãos teve a ideia de expor a sua arte numa antiga drogaria, daquelas que tem móveis lindos em madeira até ao tecto com mil gavetinhas, e que estava fechada.
Há pulseiras e colares, quadros e fotografias, trabalhos em cerâmica (acho eu), em madeira e muitas outras coisas e tudo perfeitamente enquadrado no espaço, como se sempre tivessem vivido ali.  Nada como olhar as fotos lá em cima com atenção.
Entretanto, como eu queria ter feito assim para cima de um milhão de perguntas mas estava com alguma pressa, que esta é uma semana daquelas, vou ter de lá voltar e depois conto tudo!