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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Aleluia



Foi a música que salvou. De ficar totó na espiral absorvente que é a gravidez/maternidade. E não foi preciso cá música zen-coiso ou música clássica (que não aprecio muito). É a mesma música de sempre. Dá jeito para fazer companhia em vez da tv, para embalar o pequeno Pessoinha. Até já temos uma música só nossa.

E os livros também. Li bastante nos últimos três meses. Até consegui ler durante o trabalho de parto e também li nas 48 horas em que estive na maternidade. Era a única maneira de me distrair e relaxar.

Este é o meu "Aleluia" preferido. Também gosto muito do do Leonard Cohen, que foi o que ouvi primeiro, mas este tem qualquer coisa, uma espécie de pózinhos mágicos.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Abaixo a escravidão musical!

Se isto começar a parecer um blog de bebés é pura coincidência. Juro.
Depois de uma troca de impressões com mães sobre o festival do canal Panda e outro tipo de entertainment musical para as criancinhas, fiquei a achar que corria sérios riscos de me tornar escrava dos gostos musicais de uma pesso(inh)a ainda culturalmente subdesenvolvida. É que a música da Pequena Sereia ou da Bela Adormecida ainda é como o outro. Até sou capaz de ainda me lembrar de qualquer coisa, agora Xuxa Tok Tok e companhia limitada... Isso é que não!
Como o pai da criança está comigo nisto fomos à procura de alternativas, mas que dessem para toda a família.


Directamente das Bermudas, Mishka é tão Verão. A qualidade deste vídeo é péssima, mas estávamos em mil nove e noventa e nove (já havia youtube?) à data da saída deste albúm.
O ritmo da música não varia muito. A voz é quente e rouca e tudo no vídeo nos dá vontade de viver permanentemente de férias, amor e uma cabana e coisa e tal.
E se acharem que é sempre a mesma coisa, pensem que isso só pode ser bom porque na hora da sesta ou do deitar à noite embala que é uma maravilha.
Ah, mas com o Canal Panda sempre aprende a contar... 'Tá bem. E aqui aprende inglês. Pronto. Não tarda um fósforo vai estar a soletrar parliamentary democracy.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Em repeat

Cena final do filme "Before Sunset" com Nina Simone a tocar "Just in time".

O albúm "Songs to Sing" da Nina Simone. Mesmo a tempo de me lembrar de coisas várias. Sendo que uma delas é nunca deixar de ouvir a música que gosto.



 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Olá 2016 (tarda, mas não falha #2)

2015 foi bom. Fomos para fora lá fora. Festejei o meu aniversário em Roma, muito constipada, e debaixo de chuva, mas feliz. Fomos muitas vezes para fora cá dentro. O nosso Verão começou logo em Maio com muito sol e calor e muita praia. Abrimos o nosso pequeno negócio. E conhecemos tanta gente que nos deixou uma marca boa no coração. Não podia ter corrido melhor. Finalmente vi Dave Matthew's Band ao vivo e não importa que tenha sido no Pavilhão Atlântico! Nasceu a minha sobrinha Noa. Fiz (mais) almofadas. Depois começou o Inverno a sério, mas fomos compensados com uma surpresa.
Não consegui ser mais organizada, nem vir aqui todos os dias. Mas consegui outras coisas mais importantes. Isso de ser mais organizada virá por acréscimo e possivelmente à força. Será a segunda ou a terceira coisa da minha espécie de to-do list para 2016.
Começamos 2016 com a certeza de que este ano será tudo menos monótono.

Roma num raro dia de Sol

Um outro momento raro... apanhada!
 
 
Uma manhã de Primavera qualquer
 
Pintámos paredes

Monsaraz

Houve surf

A nossa mainova fartou-se de crescer


Fomos felizes à mesa com a família

As almofadas
 
Arrumei a varanda e o jasmim continua vivo
 
Azul o ano inteiro
 
Não é Natal sem renas radioactivas 


Bom Ano!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O meu Dirty Dancing

Este é que foi o meu dance movie. O "Dança  Comigo", que toda a gente viu pr'aí aos 10 anos, já só vi na faculdade (e aos quinze minutos de filme já estava a soprar de aborrecimento) e nunca achei piada nenhuma ao Patrick Swayse.
"Strictly Ballroom" é mais ou menos a mesma coisa. Quer dizer, até não é! Tem muito menos drama, muito menos açúcar e é muito menos previsível. Mas tem algum humor. E muitos, muitos brilhantes. É uma Austrália diferente daquela a que nos habituámos a ver: sem as praias e as gentes naturalmente bronzeadas e os surfistas e os tubarões. Também tem piroseira. Mas é piroseira da boa.
E isto a propósito de quê? Nada de especial. Andava nas lides domésticas e isto passou na rádio. Lembrei-me!
 
 
  

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A vida inteira

Não. Não tenho fotos, porque eu fui lá para ver e ouvir e lembrar-me daquele momento para sempre.

Comecei a ouvir Dave Matthew's Band aos 17 anos. Só ontem fui a um concerto. É caso para dizer que esperei a vida inteira para ver ao vivo e em directo a banda que me acompanhou a maior parte da vida.
O álbum da fotografia foi o primeiro que comprei. As três últimas músicas já não se conseguem ouvir, de tanto que este cd foi tocado.
Foi com Dave Matthews's que aprendi a apreciar o som dos instrumentos de sopro. E que aprendi a gostar da música pela música.
O "O Observador" escreve que a banda está cada vez mais afinada. Mas não é isso. Ou não é só isso. É possivelmente a banda mais completa de sempre quando pensamos em todos os elementos que compõe uma cancão: a harmonia, as letras e a voz, sem refrões repetitivos. Tudo isso se conjuga num som complexo e a lembrar a grandeza das big bands de Jazz.
E o saber estar em palco.
E depois foram quase quatro, sim 4, horas de concerto. Há que ter todo o respeito do mundo pelos músicos que decidem que o dinheiro que gastamos no concerto há-de valer cada minuto de trabalho.
Os concertos em Berlim e em Copenhaga já estão esgotados.
 
 
 
                                                 E ao vivo em Central Park em 2011

E como é que eu consegui ver todos os músicos o tempo todo? Muito fácil!, ou muita sorte. Fiquei atrás de um senhor baixo e entroncado, que tinha uma companheira também baixinha. Ora, este senhor devia saber Krav Maga ou coisa parecida, porque com a confiança de um soldado de uma tropa de elite afastou do seu campo de visão, e por consequência do meu, tudo o que era malta mais alta e cabeçuda.

terça-feira, 17 de março de 2015

No humor e na tristeza



 
 
Ele tem bom gosto e está sempre à procura de música nova. Redescobriu o vinil e a primeira encomenda chegou hoje de manhã. É muito rock e a capa tem imensa pinta. E ouvir isto em vinil é ainda melhor.

terça-feira, 10 de março de 2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Acabar/ Começar

 
 Podia escrever qualquer coisa, pelo menos sobre "A Queda dos Gigantes", mas na verdade tenho mais jeito para escolher boa leitura - oh yeeah! - do que para crítica literária. Confiem, se se atreverem! Ou não!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Water on the road



Detesto conduzir e detesto ainda mais conduzir com chuva e lembrei-me:
Water on the road. Para apaziguar os deuses ou o S. Pedro.
 



sábado, 9 de agosto de 2014

Blues for the soul

Porque não é só a vida na cidade que cansa, desgasta e mói.
Hoje só precisava de ficar a  ouvir isto. Nem praia, palavras de consolação, nem mimos ou grandes festas.